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18/10/2010

Leitura-Textos-Poesias

♥ É ELA… ♥

“Em dias corridos, em meio a tumultos de final de ano… quem sempre arranja tempo para aparecer é ela: a saudade! O tempo é curto e escasso que quase não conseguimos cumprir horários. Aprendemos a fazer leituras dinâmicas para entregar tudo no prazo, pensamentos a mil por hora… E ela chega de repente e intensamente, trazendo a presença de dias que não voltam! A ciência avança e inventam solução para tudo ou quase tudo, mas ainda não tem um jeito de se voltar de fato ao passado e de se reviver nem que seja por um instante algum momento feliz. Poderíamos trocar um dia do futuro por um minuto de novo ao lado de quem nos rouba os pensamentos… Também não há nada que tenha sido inventado que faça nossos pensamentos viverem apenas no presente, estamos sempre presos em um tempo que não é o agora! Relembrando, recordando, revivendo e sonhando com o futuro… Vira e mexe nos “pegamos” no passado, numa lembrança feliz, numa tristeza ainda não superada ou numa esperança pelo futuro no qual tudo voltará a ser como foi no passado ou apenas que tudo será diferente do presente… É ela!!!
Algumas vezes a gente queria mudar aquele momento em que tudo mudou.Outros a gente queria repetir um abraço, retribuir aquele beijo, dizer que amava e não sabia, dizer que sabia ou até dizer que amava e sabia, mas temia… E assim o tempo passa. Vivemos no presente do hoje, e o que se deseja, muitas vezes, já está no ontem… O tempo passa… o “presente” muda! E aí está ela novamente!
A gente tem que aceitar que o lugar das coisas que não deram certo é na lembrança e não no futuro! Não na lembrança amarga das culpas e dos erros, mas na lembrança doce de quem teve momentos felizes. E as lembranças acolhem o que chega ao fim no amor, pois o que termina no amor é um relacionamento, com uma morte, um rompimento, a distância mesmo, mas não o sentimento! Relações podem durar dias, meses ou anos e um dia acabar, mas o sentimento pode durar para sempre! Se continua amando, mesmo sem mais ter, ver, ouvir, mas ainda se sentir… Sentir no “presente” exatamente da mesma forma que se sentia no passado, porque o tempo é eterno! E ela, surge em qualquer tempo, para sempre!” *
*Baseado no texto de Ruleandson do Carmo
Leitura-Textos-Poesias

♥ QUERO VOLTAR A SER FELIZ ♥

“Fui criada com príncipios morais comuns. Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões e nossa única preocupação em relação à segurança era a de que os “lanterninhas” dos cinemas nos expulsassem devido às batidas com os pés no chão quando uma determinada música era tocada no início dos filmes, nas matinês de domingo.

Mães, pais, professores, avós, tios e vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente à policiais, mestres, aos mais idosos, autoridades.
Confíávamos nos adultos porque todos eram pais e mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror…
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo que meus netos um dia temerão.
Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.
Matar os pais, os avós, violentar as crianças, sequestrar, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidade de notícias policiais, esquecidas ápos o primeiro intervalo comercial.
Agentes de trânsito multando infratores, são exploradores, funcionários de indústrias de multas.
Policiais em blitz são abuso de autoridade. Regalias em presídios são matéria voltada em reuniões. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão. Não levar vantagem é ser otário. Ladrões de terno e gravata,  assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos. O que aconteceu conosco?
Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Crianças morrendo de fome! Que valores são esses?
Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brinde por passar de ano. Celulares nas mochilas dos récem saídos das fraldas. TV, DVD, vídeo-games… O que vai querer em troca desse abraço
meu filho? Mais vale um Armani do que um diploma. Mais vale um telão do que um papo. Mais vale um baseado do que um sorvete. Mais valem dois vinténs do que um gosto. Que lares são esses?
Jovens ausentes, pais ausentes. Droga presente. E o presente? Uma droga!
O que é aquilo? Uma árvore, uma galinha, uma estrela, ou uma flor? Quando foi que tudo sumiu ou virou
ridículo? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem
me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo? Quando foi que me fechei? Quero de volta a minha dignidade, a minha paz. Quero de volta a lei e a ordem. Quero liberdade com segurança! Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores. Quero sentar na calçada e ter a porta aberta nas noites de verão. Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha, a solidariedade. Quero a retidão de cárater, a cara limpa e o olho no olho. Quero a esperança, a alegria. Teto para todos, comida na mesa,
saúde a mil. Quero calar a boca de quem diz: “a nível de”, enquanto pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”.
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã! E definitivamente comum, como eu! Adoro o meu mundo simples e comum.
Ter o amor, a solidariedade, a fraternidade como base. A indignação diante da falta ética, de moral,
de respeito… Vamos voltar a ser “gente”? Discordar do absurdo. Construir sempre um mundo melhor, mais
justo, mais humano, onde as pessoas respeitam as pessoas. Utopia? Não… se você e eu fizermos nossa parte e contaminarmos mais pessoas, essas pessoas contaminarem mais pessoas… hein? Quem sabe?
Comece repassando esta mensagem!”
(Autor desconhecido)