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Holywins ou Halloween?

Esse vai ser mais um daqueles posts enoooooormes (pra variar) e contraditórios… eu acho! Ou vocês vão achar. Porque sou cristã, nascida, batizada, fiz eucaristia e recebi comunhão no Metodismo. Na vida adulta, me crismei Católica, e sou praticante até hoje. Tenho um relacionamento intimista e profundo com a religiosidade, já estudei Teologia por um tempo…  E culturalmente falando, gosto de conhecer a visão de outras religiões. Mas eu adoro a temática de Halloween, filmes de terror, livros de psicopatia e histórias macabras… rsrsrsrs  Tenho um relacionamento também intimista e profundo com a morte. A considero apenas mais uma etapa. Triste, claro, para quem continua vivo. Mas acredito na vida eterna, e consequentemente, ainda melhor do que essa. Ou seja, acredito no encontro com a paz, numa verdadeira Festa no Céu (ops… pulei da festa americana para a mexicana. Isso só pra dizer que eles tem uma noção de morte bem a minha cara: colorida e cheia de vida! )

Bem, então vamos começar pelo Halloween, comemorado ontem. Aquela festa americana, onde enfeitam as casas, e crianças saem às ruas questionando “Doce ou Travessura?”, fantasiadas. Uma mistura de carnaval com Cosme e Damião brasileiros. he he he Essa é uma data que, assim como o Natal, eu acho que deve ser incrível passar lá fora!

Halloween significa “All hallow’s eve”, palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”, comemorado hoje!  Entre essa festa que se iniciou lá com os celtas, o Dia de Todos os Santos e amanhã o Dia dos Mortos, eu descobri na internet uma festa “alternativa” da Igreja Católica: o Holywins! Que quer dizer: A Santidade Vence! 

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Falando do Halloween, tem também aquela antiga lenda irlandesa de que a abóbora iluminada seria a cara de um tal Jack,  que acabou no inferno. No folclore da Espanha perdura a lenda de aparições e fantasmas nessas datas.

Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e depois se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. *  Credo!

A coincidência cronológica da festa pagã com a festa cristã de Todos os Santos e a dos defuntos, que é o dia seguinte, fizeram com que se mesclasse. Em vez de recordar os bons exemplos dos santos e orar pelos antepassados, enchia-se de medo diante das antigas superstições sobre a morte e os defuntos. Alguns imigrantes irlandeses introduziram Halloween nos Estados Unidos aonde chegou a ser parte do folclore popular. Acrescentaram-lhe diversos elementos pagãos tirados dos diferentes grupos de imigrantes até chegar a incluir a crença em bruxas, fantasmas, duendes, drácula e monstros de toda espécie. Daí propagou-se por todo mundo. *

Em todas estas datas, ritos e lembranças resiste um desejo inconsciente, pagão, de exorcizar o medo à morte, subtraindo a sua angústia. O mito antigo do retorno dos mortos converteu-se hoje em fantasmas ou monstros com efeitos especiais nos filmes de terror. Talvez, por eu não temer a morte e nem me assustar tanto com a perda, eu aprecie todas essas comemorações.  

Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes e séries, que confesso: eu adooooro! São meus filmes preferidos. O Halloween hoje é, sobre tudo, um grande negócio! Máscaras, disfarces, doces, maquiagem e demais artigos necessários são um motor mais que suficiente para que alguns empresários fomentem o consumo do terror.

Eu penso na parte boa de tudo… talvez por isso não me prenda nas tradições ruins, e foque mais na festividade mesmo. Curto o Halloween pelos doces, pela decoração, pelas fantasias. Não acredito que apenas nessa data o mal saia às ruas “disfarçado”. O mal está no nosso dia-a-dia, e temos que aprender a identificá-lo e não deixá-lo entrar em nosso coração e mente. O bem é maior e é capaz de vencer qualquer ação maligna, sempre. Eu creio num Deus maior,  e isso me basta!

Se eu estivesse fora do Brasil, iria apenas ensinar as crianças que a “travessura” tem limite. Não é pra confundir travessura com vandalismo.  Da mesma forma que quando assistimos filmes de terror (que eles também adoooooram, porque puxaram a mãezica deles! rsrsrs), digo que o mal e o demônio existem, não são apenas fantasias de filmes. Mas que temos um Deus maior, que nos livra de todo o mal e nos liberta de armadilhas do inimigo.  Se o filme for muito aterrorizante, de verdade, a oração antes de dormir incluiu que Deus vele nosso sono sem permitir que o mal visto no filme seja capaz de ficar em nossa memória inconsciente. E assim, não há pesadelos que os acorde na madrugada por causa do que assistiram. Dormem como anjos! Aqui no nosso país, professores de inglês e escolas, normalmente organizam uma festinha, sem doces ou travessuras, mas claro, para mostrarem aos alunos essa parte cultural no exterior.

Agora que já falamos do Halloween, vamos falar da festividade de Todos os Santos, onde a tradição católica nos mostra a importância de celebrar os Santos, como modelos da fé, como verdadeiros seguidores de Cristo. E sejamos sinceros, não é exatamente uma “festa”.

Nem mesmo o Dia de Finados a gente festeja algo… porque é uma choradeira só, recheada de lamentações. Uma tristeza profunda invade a maioria das pessoas. Aqui no Brasil, hoje menos que antigamente, segue a tradição de no 02/10, visitar os cemitérios, arrumar os túmulos com novas flores e enfeites, recordar os familiares falecidos e rezar por eles. E aí os familiares sofrem como se o ente querido tivesse falecido de novo, e no outro ano de novo…  Eu já me identifico mais com a festa mexicana nessa data. Alegria de preparar o que os nossos falecidos gostavam de comer, colocar músicas para eles, enfim… relembrar dos bons momentos que tiveram nessa vida ao nosso lado e celebrar junto a eles a vida eterna ao lado do nosso Senhor!

E aí, descobri o Holywins, uma proposta criativa da Diocese de Paris. Os jovens franceses queriam oferecer uma opção de festa cristã que, ao invés das bruxinhas e das fantasias aterrorizantes, propagasse valores de vida eterna, dizendo ao mundo que “a santidade vence” (um trocadilho em inglês, holy wins).  e que há alguns anos está presente no Brasil também, promovida pela Arquidiocese de Porto Alegre/RS.

As crianças podem disfarçar-se de anjos, de seus santos preferidos, ou usar fantasias “do bem”, e preparar pequenas bolsas com doces, presentes, desenhos ou cartões com mensagens e passar de casa em casa, e em lugar dos “doces ou travessuras”, eles presenteiam os lares que visitam, explicando que entregam ao invés de receber, para lembrar a importância de celebrar a todos aqueles que foram como nós deveríamos ser: os Santos, que fazim o bem, sem olhar a quem! Mais que combater a forma como hoje se celebra o  Halloween, que nada tem que ver com os costumes e valores cristãos, querem retomar o sentido original da “Festa de Todos os Santos”.

O que eu achei bem legal foi essa proposta de trocar os elementos negativos:  morte e escuridão, por vida. Terror e medo, por alegria.  Sustos e chantagem, por respeito e entrega. Violência, por paz e amor.

Eu achei a ideia uma gracinha, mas que toda criança A-DO-RA receber um doce, isso é inegável, né? rsrsrs E confesso (post de confissões esse!!! rsrs): adooooro a temática do Halloween também.

Apenas alguém feliz! 🙂

E que acredita que #juntassomosmelhores ♥

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