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QUANDO VOCÊ NÃO TEM NADA A OFERECER


🎤“…É tudo o que tenho, recebe o meu nada…”

Eu estava aqui, cantarolando uma música que às vezes cantamos na igreja, quando esse trecho me fez parar para pensar na vida… Não apenas na vida que a gente vive de verdade, mas também nessa vida digital que, de alguma forma, passou a fazer parte de quem somos.

E pensei em como é curioso o jeito como as pessoas se aproximam da gente nas redes sociais. Enquanto temos alguma coisa a oferecer, enquanto estamos realizando algo que desperta interesse, enquanto existe um projeto, um evento, uma oportunidade ou alguma novidade que pode fazer diferença na vida de alguém, parece que a nossa presença ganha um brilho especial.

As curtidas chegam, os comentários aparecem, as mensagens se multiplicam. Gente que talvez passasse dias sem dar notícias encontra um tempinho para aparecer. E está tudo bem! De verdade.

Durante muitos anos, em época de #EBSA, eu via isso acontecer. Muita gente chegava, curtia uma publicação, deixava um comentário aqui, outro ali, acompanhava as novidades… E eu nunca vi problema nisso. O #EBSA tinha algo a oferecer. Era um encontro, uma oportunidade, uma porta que poderia se abrir. Para muita gente, era um lugar onde sonhos que pareciam distantes começavam a ganhar forma. E eu tive o privilégio de fazer parte disso.

Já ouvi de blogueiras famosas que subir no palco do #EBSA era um sonho. Que aquele momento tinha um significado enorme, que estar ali parecia marcar o começo de uma nova fase, como se, dali em diante, as coisas finalmente começassem a acontecer. Vocês conseguem imaginar o tamanho da felicidade em ouvir algo assim?

Porque, quando eu olho para trás, não fico pensando apenas nos números, nas pessoas que passaram pelo evento ou no que ele representou para o mercado de influenciadores. Eu penso nas pessoas... Nas histórias que se cruzaram. Nos sonhos que encontraram uma oportunidade. Nas pessoas que chegaram de um jeito e saíram dali acreditando um pouquinho mais que também poderiam chegar a algum lugar.

E, se eu pude contribuir para que isso acontecesse na vida de alguém, então tudo valeu a pena! Talvez aquilo que eu tinha para oferecer nem parecesse tão grandioso aos meus próprios olhos. Talvez fosse apenas uma oportunidade, um palco, um encontro, uma ideia…
Mas foi ali que eu entendi uma coisa que levo comigo até hoje: o que parece pouco nas nossas mãos, pode ser imenso na vida de outra pessoa! 

E é por isso que aquela música, de repente, me tocou tanto. “…É tudo o que tenho, recebe o meu nada…” Porque, às vezes, o nosso nada é exatamente aquilo de que alguém precisava.
E, se o pouco que eu tinha pôde se transformar em tanto para alguém, eu só tenho motivos para agradecer a Deus.

Não tenho como medir o alcance de cada oportunidade que ajudei a construir. Não sei quantas histórias seguiram caminhos diferentes depois de um encontro, uma conversa ou uma experiência vivida naquele evento. Mas sei o que senti. Sei o que vivi. E sei o quanto sou feliz por ter feito parte de histórias que não eram minhas, mas que, de alguma maneira, também passaram a fazer parte da minha. E isso me basta!

Talvez seja justamente por isso que hoje eu enxergue as redes sociais de um jeito diferente. Continuo trabalhando com as minhas redes, criando conteúdo, contando histórias e, graças a Deus, realizando algumas parcerias e publicidades. Porque boleto não se paga com poesia e textão, né? 😂 E a gente também precisa trabalhar! kkkkk

Mas já não sinto necessidade de transformar cada publicação numa prova do meu valor. Não preciso que cada postagem seja um sucesso para sentir que valeu a pena publicá-la. Não preciso que um conteúdo alcance milhares de pessoas para acreditar que ele pode tocar alguém. E não preciso que os números me digam, todos os dias, se estou fazendo um bom trabalho... porque eu sei que estou! Meu último post mesmo, eu achei show... e nem foi lá grandes coisas de curtidas e comentários. Mas pra mim, ele continua show!!! rsrsrs

Aprendi a olhar para tudo isso com mais leveza.

As curtidas são bem-vindas. Os comentários me alegram. As oportunidades são importantes. E crescer continua sendo algo maravilhoso! Mas nada disso, sozinho, define o valor do que faço ou de quem sou. Porque existe uma diferença enorme entre querer crescer e precisar de aplausos para continuar caminhando. E tenho a impressão de que, nessa corrida por visibilidade, algumas coisas simples estão ficando pelo caminho. 

E a gente se preocupa tanto em ser visto que, às vezes, se esquece de olhar. Queremos que as pessoas acompanhem os nossos passos, mas nem sempre paramos para acompanhar os passos de quem caminha (ao nosso lado ou a um clique do nosso dedo!).

Esperamos que comentem nas nossas publicações, mas quantas vezes deixamos de comentar na publicação de alguém que gostamos? Queremos que se lembrem da gente, mas será que temos lembrado de demonstrar que também nos importamos? E não estou falando de obrigação. Muito menos de sair por aí distribuindo comentários vazios, curtindo tudo mecanicamente ou interagindo só para receber alguma coisa em troca. Estou falando de presença, entendem?

Daquela presença espontânea, que não precisa de uma oportunidade escondida atrás de um gesto. Que pode comentar sem precisar ser "pra todo mundo ver". De entrar no instagram de alguém que você acompanha há tempos, assistir a um vídeo e pensar: “Gostei disso! Vou dizer a ela!”

De encontrar uma história que tocou o seu coração e deixar algumas palavras para que quem a contou saiba que aquela mensagem chegou a algum lugar. De passar pelo perfil de alguém que faz parte da sua caminhada e dizer, mesmo sem grandes discursos: “Ei, eu vi. Gostei! Continuo acompanhando você. Estou aqui!” Parece tão pouco, né? Mas é assim que eu faço. 

Porque pra quem produz conteúdo, existe uma diferença entre publicar alguma coisa e sentir que existe alguém do outro lado. Por trás de cada vídeo, de cada texto, de cada fotografia e de cada história compartilhada, existe uma pessoa. Alguém que teve uma ideia, separou um tempo, organizou os pensamentos, gravou, escreveu, editou e decidiu dividir um pedacinho da própria vida com outras pessoas. 

Nem sempre precisamos oferecer algo extraordinário para merecer alguns segundos de atenção. Às vezes, basta sermos lembrados de que não estamos falando sozinhos. Sendo assim, não tem problema se foram mil, cem, dez ou apenas um curtindo e comentando!

E olha que curioso: a gente passa tanto tempo tentando descobrir como alcançar mais pessoas, como fazer o algoritmo entregar nossos conteúdos, como conquistar novos seguidores… que pode acabar esquecendo o valor de quem já está ali. De quem chegou há anos. De quem acompanhou fases diferentes da nossa vida. De quem viu nossos projetos nascerem, nossas ideias mudarem, nossos sonhos se transformarem.

De quem talvez não tenha uma grande oportunidade para nos oferecer, não tenha uma marca para indicar, não tenha um evento para frequentar, mas simplesmente gosta de saber como estamos. Será que essa presença também não merece ser valorizada? Eu penso muito nisso.

Recentemente, fiz algumas mudanças no meu blog. Retirei os comentários, coloquei meu mídia kit como página principal, porque hoje também utilizo aquele espaço como uma vitrine profissional. Mas não apaguei o blog. E fiz questão de manter aquela carinha que o  blog que sempre teve. Porque eu ainda sou blogueira: gosto de ler e escrever! Gosto de ouvir e contar histórias. Gosto de observar a vida e encontrar significados nas coisas que, para muita gente, talvez passem despercebidas. 

Acho que foi justamente por isso que me identifiquei tanto com as NAIEs, as minhas Narrativas de Alto Impacto Emocional, no instagram 😍 Ali, eu posso continuar fazendo aquilo de que sempre gostei: contar histórias que despertam sentimentos, aproximam pessoas e criam conversas que vão muito além de um simples vídeo (mesmo não fazendo mais o #EBSA).
 
Quando alguém comenta que se emocionou, que lembrou de alguém, que precisava ouvir aquela mensagem ou que compartilhou a história com outra pessoa, sinto que alguma coisa aconteceu. Uma história saiu da tela e encontrou um lugar na vida de alguém. E, para mim, isso é precioso!  
É a mesma alegria que sentia ao perceber que o #EBSA podia ser muito mais do que um evento. Era uma possibilidade, uma experiência, um capítulo importante na história de alguém. 

Hoje, sinto que essa possibilidade pode estar em um vídeo, numa reflexão, numa história de superação ou até mesmo numa publicação simples sobre a minha rotina. Porque continuo mostrando a minha vida. A mulher que sou. As coisas de que gosto. As experiências que vivo. As minhas descobertas, minhas alegrias, meus aprendizados e essa vontade de continuar encontrando beleza nas coisas simples.

Não estou aqui tentando construir uma personagem perfeita. Nem quero que a minha vida pareça um espetáculo permanente. Sou apenas uma mulher que continua aprendendo, trabalhando, vivendo e encontrando motivos para agradecer pelo presente! E quero continuar assim... para sempre!

Feliz com quem chega. Feliz com quem permanece. Feliz com as oportunidades que aparecem e, principalmente, com a possibilidade de continuar fazendo aquilo em que acredito. Sem precisar que cada publicação seja aplaudida para ter sentido. Sem deixar que o silêncio de uma postagem apague a alegria de ter criado alguma coisa. Sem confundir o tamanho da plateia com o valor da história...

Porque, no fim das contas, talvez a vida digital esteja precisando de um pouquinho mais daquilo que a vida real sempre nos ensinou: reciprocidade, carinho, atenção e presença! 💓

Não precisamos estar disponíveis o tempo inteiro. Não precisamos comentar tudo, acompanhar cada passo ou provar afeto por meio de uma tela. Mas, quando gostamos de alguém, quando uma pessoa faz parte da nossa caminhada, quando queremos que ela continue por perto… de vez em quando, vale a pena demonstrar isso. Não porque ela nos deve alguma coisa. Mas porque relações também são feitas de pequenos gestos.

E, às vezes, um comentário que você escreve em poucos segundos pode ser a maneira mais simples de dizer a alguém que o trabalho dela não passou despercebido. Que você gostou. Que aquela história chegou até você. Que, mesmo sem grandes acontecimentos, você continua ali.

E talvez seja isso que eu queira guardar de tudo o que vivi até aqui: a certeza de que não precisamos ter muito para fazer diferença na vida de alguém!

Eu já tive um palco para oferecer. Hoje, tenho minhas palavras, minhas histórias, minhas redes e tudo aquilo que ainda posso construir... Amanhã, talvez seja outra coisa. Mas continuo sendo a mesma pessoa que acredita que aquilo que temos nas mãos pode ganhar um significado enorme quando chega ao coração de alguém.

E, se um dia eu tiver apenas uma história para contar, que ela encontre alguém disposto a ouvir. Se eu tiver apenas algumas palavras, que elas encontrem alguém que precise delas. E, se eu não tiver nada extraordinário para oferecer, que eu nunca me esqueça de que a minha presença também pode ser um presente para alguém. Porque, no fim, não quero apenas ter passado pela vida das pessoas. Quero ter deixado alguma coisa boa por onde passei.

E, se tudo o que tenho for pouco aos meus próprios olhos, que Deus me permita continuar descobrindo quantas coisas bonitas ainda podem nascer desse pouco… “É tudo o que tenho, recebe o meu nada…”
Talvez o meu nada nunca tenha sido tão pequeno quanto eu imaginava. E talvez o seu também não seja. Lembre-se sempre disso!

Pense nisso… E, se essa reflexão fez você lembrar de alguém, talvez hoje seja um bom dia para aparecer, ler o que essa pessoa tem compartilhado e deixar algumas palavras de carinho. Não por obrigação. Não por troca. Mas porque, em um mundo em que tanta gente quer ser vista, ainda existe uma beleza imensa em quem escolhe olhar. E eu vou continuar aqui… contando histórias, vivendo a minha vida e feliz por cada pessoa que chega, por cada uma que permanece e por todas as que, de alguma maneira, já fizeram parte da minha caminhada! 

Beijos da Si 😘❤️


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