TEMPOS DE INFLUÊNCIA E IA: TÁ DIFÍCIL, VIU?

 Desde que a internet chegou no nosso país, que ela me fascina. Eu acompanhei cada mudança por aqui, de verdade. Tive perfil em todas as redes sociais, e-mails que já nem existem mais... eu curto os memes, o "internetês" proposital e as frases do tipo: "Quem vamos?" 

Soa estranho no início, mas a gente identifica a linguagem e as frases feitas, algumas são bem divertidas. E a vida segue...

Mas eu confesso que da época dos blogs pra cá, e quando blogueiras viraram influenciadoras, estava tudo ok! Blogueiras sabiam ler e escrever. E de repente, a internet virou terra sem dono, sem rumo, sem modos... as pessoas se tornaram mais agressivas, mais intolerantes, e muito, mas muito mais burras! Chega a dar vergonha... 

Vergonha de ler comentários com português incompreensível.

Vergonha de ver influenciadores sem um pingo de vergonha de falar errado. E eu não tô falando de uma variação linguística regional (que eu adoro), de dialetos ou gírias. Estou falando do bom e velho português! Estou falando na nossa língua nativa! Pelo amor de Deus... está cada dia mais difícil! 


E agora com IA então. Aí que as pessoas não se preocupam mesmo. A maioria já sem se preocupa mais em ler, e confia cegamente no que foi escrito. Gente, IA às vezes erra também. E cada um tem seu modo de escrever (assim como falar). Ao menos se deem ao trabalho de ler depois, de alterar algumas partes, de corrigir...  Eu vejo textos por aí que ao final tem frases desse tipo:
  • 🚀 Conteúdo criado! Agora é só ajustar o tom de voz para o seu estilo, trocar os campos em [colchetes] pelas suas informações reais e fazer a postagem.
😭😨

Para!!! Tá feio. Tá horrível. Tá vergonhoso! A IA te ajuda até na última frase, e nem assim você colabora??? 

IA veio pra ajudar, pra facilitar a vida, e é sim um adianto e tanto. Mas ela não substitui NINGUÉM!

E vou parar por aqui, porque embora eu ainda tenha muita coisa sobre o assunto para escrever, difícil alguém ler textos longos hoje em dia. Melhor deixar sucinto. 

Beijos da Si 💗

O FEED NOS ENCHE, MAS NÃO PREENCHE!

Recebi por e-mail esse texto, do Boletim Faísca, e achei bem interessante para compartilhar aqui, já que estou num "desafio" de postar diariamente, e de fazer ao menos stories... tentando manter todas as redes sociais "ativas". Em contrapartida, não tenho notificação de nenhuma rede e fico tranquilamente sem celular. Mas confesso que o blog (o meu maior xodó), acaba ficando para depois... 

Deixo a reflexão abaixo para todos! 




Em quantas redes sociais você se mantém ativo? 

Quantos aplicativos têm baixado no seu celular para receber notificações intermináveis que nem consegue acompanhar? 

Quanto tempo consegue ficar sem conferir o próximo feed?


A nossa espécie evoluiu ao ponto que chegamos graças à nossa capacidade de criar laços, formar bandos, apoiar e cuidar uns dos outros.

Centenas de milhares de anos depois, o nosso valor social é mensurado pela nossa presença digital. 

Hoje, o nosso bando cabe na palma da nossa mão e é formado por linhas de código, enquanto a nossa versão em carne e osso tem importância secundária. E toda vez que bloqueamos a tela, sentimos o mesmo vazio.

Relações sociais dão trabalho. Exigem entrega, cumplicidade, paciência e tempo de dedicação. Nas redes, tudo é abreviado, instantâneo, quase etéreo. Superficial.

E é isso que nos resta. Nós usufruímos da superficialidade porque ela é a nossa tábua de salvação. Nos blinda do esforço, da realidade e do risco. É nesse vácuo — entre o esforço e a superficialidade — que novas formas de “social” começam a surgir.

Afinal, como mergulhar fundo quando o raso parece ser a única possibilidade?

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