Faz alguns meses que eu comecei com as NAIEs lá no meu perfil do instagram. NAIE significa Narrativas de Alto Impacto Emocional, um dos cursos de formatos de vídeos que fiz no ano passado, e confesso: me apaixonei! 💗
Porque, no fundo, eu gosto de ouvir, de ler, de conhecer histórias de vida... além de contar a minha! E tem sigo extremamente gratificante. Algumas pessoas se abrem no direct, talvez por ainda terem vergonha de se expor em um comentário aberto. E não tem problema... cada pessoa tem seu tempo para falar abertamente sobre uma ferida. Cabe a nós, respeitar!
Acabei de gravar o vídeo contando a história de um pelicano, que voa diariamente para ficar com as crianças de uma escolinha no Japão. E assim como tantas outras histórias, essa me emocionou também. Porque por mais que eu trabalhe há muitos anos na internet, eu as vezes me sentia deslocada também: por ser muito mais velha que as blogueiras. Por não ser do mundo da moda ou da make. Por não ser mais a que se encaixa na maternidade (porque todo mundo só "considera" maternidade as mães de bebês e crianças na primeira infância). Além de eu ser também uma geminiana nata: que vai do 8 ao 80, num piscar de olhos. Aqui na minha descrição tem um pouquinho disso! 😊Sem falar nos meus "gostos um tanto quanto peculiares" para assuntos que quase ninguém gosta de falar... como a morte, a taxidermia, os filmes de terror! 😄
E hoje, além de agradecer lá no reels do pelicano, eu quis escrever mais... e a legenda acabou ficando impossível de publicar no instagram. Não quis continuar nos comentários. Pra quê, se eu tenho um blog?
Então, se você chegou aqui direto, corre lá no meu instagram pra ver o reels de hoje. E se você veio de lá pra cá (e tá tendo paciência para ler! rs), obrigada duplamente!
Eu queria parar um pouquinho tudo o que estou fazendo para agradecer.
Não aquele “obrigada” automático que a gente escreve porque alguém começou a nos seguir. Quero falar de um agradecimento diferente. Daquele que a gente sente antes mesmo de conseguir encontrar as palavras.
Nos últimos meses, muitas pessoas chegaram até o meu insta através das histórias que compartilho. Algumas chegaram por uma história específica. Outras apareceram porque alguém compartilhou um vídeo. Algumas talvez nem saibam exatamente por que apertaram o botão de seguir. Mas chegaram, e continuaram!
E o que mais tem me emocionado não é apenas o número de pessoas novas por lá. É o que acontece depois que elas chegam. São os comentários. As mensagens. Os relatos que começam com “isso me fez lembrar…” e terminam contando uma parte da vida de alguém que eu jamais conheceria de outra maneira.
Tem gente que chega para comentar uma história e acaba dividindo uma saudade. Tem gente que fala sobre uma mãe, um filho, um casamento, uma amizade, uma perda, uma fase difícil, um medo que nunca contou para ninguém.
E tem aqueles comentários curtinhos, às vezes com poucas palavras, mas que carregam uma vida inteira por trás:
“Eu precisava ouvir isso hoje.”
“Parece que você estava falando comigo.”
“Essa história mexeu comigo.”
E talvez as pessoas não imaginem o que significa receber isso do outro lado da tela. Porque é justamente por isso que eu conto histórias. Não para preencher alguns minutos do dia. Não para simplesmente trazer uma curiosidade e novos seguidores. E muito menos para fingir que a vida é feita apenas de frases bonitas (porque sabemos que ela não é!).
Eu gosto das histórias reais porque elas têm imperfeições. Têm contradições. Têm perdas, encontros, escolhas, recomeços, gente que erra, gente que surpreende, gente que continua mesmo quando não sabe muito bem como.
E, de alguma maneira, quando conhecemos a história de alguém, percebemos que talvez aquilo que sentimos não seja tão estranho assim. É isso que me encanta cada dia mais.
A história começa sendo de qualquer coisa. Mas, quando chega até as pessoas, ela pode ganhar um significado completamente diferente. E talvez seja essa a razão de eu estar tão emocionada com tudo o que vem acontecendo por lá.
Porque as pessoas não estão apenas assistindo. Elas estão conversando comigo através das histórias. Estão trazendo suas próprias experiências para dentro delas. Estão mostrando que, por trás de cada visualização, existe uma pessoa com uma história que também merece ser contada. E isso muda tudo!
Eu comecei esse trabalho querendo compartilhar aquilo que me toca. Mas estão me ensinando que uma história só termina de verdade quando encontra alguém disposto a senti-la.
Por isso, para quem está chegando agora aqui também: seja muito bem-vindo!
Não precisa chegar sabendo quem eu sou. Não precisa concordar com tudo. Não precisa sequer comentar (até porque eu já desativei comentários do blog faz um tempo! rs)
Pode apenas ficar. Pode ouvir. Pode se reconhecer. Pode passar por aqui (ou lá pelo insta) num dia difícil e encontrar uma história que faça companhia. Pode chegar num dia feliz e encontrar uma história que aumente ainda mais a sua gratidão.
E, se em algum momento você sentir vontade de contar alguma coisa sua, conte. Manda uma DM.
Porque talvez aquilo que você considera pequeno, comum ou até insignificante seja exatamente a história que outra pessoa precisava encontrar naquele dia.
Eu acredito muito nisso! Acredito que a gente pode fazer bem uns aos outros sem precisar conhecer toda a vida de quem está do outro lado.
Às vezes, basta uma história. Uma frase. Uma lembrança. Um sentimento colocado em palavras. Uma identificação silenciosa que faz alguém pensar: “Então não sou só eu.” E que coisa bonita é descobrir que não somos! Que outras pessoas também têm medo. Também recomeçam. Também sentem saudade. Também se sentem deslocadas. Também têm dias em que não sabem se estão fazendo tudo certo. Também precisam de colo, de esperança, de uma palavra, de uma história que lembre que ainda existe beleza no caminho.
É por isso que eu agradeço tanto pelos comentários que deixam!
Porque, quando vocês me contam o que sentiram, eu percebo que aquilo que saiu de mim encontrou um lugar dentro de alguém também. E não existe métrica capaz de traduzir isso!
Então, para cada pessoa que chegou recentemente, para quem está aqui há muito tempo, para quem assiste quietinho e para quem transforma cada publicação em uma conversa: muito obrigada! 💗
Obrigada por me permitir entrar um pouquinho na sua vida através dessas histórias!
Obrigada por confiar em mim suas memórias, seus sentimentos e suas experiências!
E obrigada por me lembrar, todos os dias, que talvez o verdadeiro alcance de uma história não seja quantas pessoas visualizaram ou curtiram. Seja quantas pessoas se sentiram menos sozinhas depois de ouvi-la.
No fim das contas, talvez seja isso que estamos construindo aqui: eu conto histórias de outras pessoas; vocês me entregam um pouco das suas. E, nesse encontro, a gente vai descobrindo que existe muito mais humanidade nos aproximando do que diferenças nos separando.
Porque uma história é realmente poderosa quando deixa de ser sobre quem a viveu e passa a ser sobre quem precisava ouvi-la.
E, se alguma das histórias que encontrei pelo caminho já fez você se sentir visto, acolhido ou simplesmente acompanhado por alguns minutos, então ela já cumpriu seu propósito.
E eu também!
Beijos da Si 😘









