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QUANDO EU ME APAIXONEI POR UM GATO

cães e gatos, amo gatos, prefiro cachorroSabem, nunca gostei muito de gatos… sempre preferi os cães. Achava gatos fofinhos mas “sem graça“: não fazem festa, são muito delicados pra brincar, e sempre ouvi dizer que não se apegavam aos donos. Até aí, tudo bem! Acredito que muita gente já ouviu falar isso, e até pense assim também. Pra piorar a minha impressão ruim, quase toda casa que tinha gatos, normalmente tinha  “mal cheiro“.

Eu cresci, e minha afinidade com gatos continuou mínima.  Há alguns anos, minha sogra veio morar conosco. E ela é apaixonada por gatos e acabou pegando uma gatinha, Cherry. Chegou com poucos meses aqui, e eu aprendi um pouco mais sobre bichanos. Aprendi que o cheiro só fica se o dono não limpar todo dia, aprendi que eles reconhecem seus donos, aprendi que eles sentem falta também… e aos pouquinhos fui entendendo as atitudes da gatinha. Apesar de não criar muito vínculo, porque eles realmente não interagem como um cão, aprendi a gostar dela.

E de repente, quase no meado de 2016, um outro bichano apareceu… sorrateiramente entrava pela varanda, e subia correndo as escadas para o terraço. Sempre assustado e tímido. Klaus jogava o chinelo na parede pra assustar, enxotava ele… mas todo dia ele vinha, a noite.

meu garfield, meu gatão, gato, E dormia no sofá do terraço, que é de tecido preto, e acabou ficando essa gracinha aí:

gatos-pelos de animais-sofá destruído-Eu continuava não tendo muita afinidade com gatos, apesar de gostar da Cherry. Mas esse bichano que invadia minha casa toda noite tinha um miado encantador, diferente. Ele já estava adolescente, não era mais um filhotinho tão novo, mas se via que ainda não era adulto. E era muito magrinho. Eu ficava com pena do bichinho, e deixava comida pra ele toda noite. E ele ia e voltava, mesmo sabendo que Klaus não aceitava a presença dele.

Até que um dia, ele não subiu correndo, chegou mais de mansinho que de costume, e caminhou até a porta, olhando Klaus deitado na sala.  Com aquele miado diferenciado, ele apenas parou na porta, sabendo que ali era seu limite. Klaus olhou e o mandou ele embora mais uma vez, sem atirar o chinelo. Meu coração ficou apertadinho. No dia seguinte ele fez a mesma coisa, e Klaus mandou ele “vazar” de novo. E no terceiro dia que ele se aproximou da porta, Klaus não falou nada, só olhou… e ele entrou de mansinho, olho no olho, caminhando até o sofá onde Klaus estava deitado. Miou como se estivesse perguntando se podia ficar… e eu exclamei um “oooohwn amor, tadinho do bichano, tá pedindo”. E Klaus se sensibilizou, e disse que já tinha percebido que há semanas eu colocava comida no pote para ele comer de madrugada. Além de ter reparado que o sofá do terraço tinha virado a caminha dele, e que eu já tinha dado até um nome para ele: Garfield! ♥ 

Bem, desse dia em diante, ele passou a ficar por aqui, não apenas a noite, mas durante o dia também. Foram uns 2 meses para que ele conseguisse entrar em casa,  conquistasse seu lugar, e meu coração. Vacinei, castrei, comprei coleira, potinho, dei banho, cortei unha, e dei muito amor e carinho. Ele foi crescendo, engordando cada dia mais, e virou esse gatão:

meu garfield, meu gatão, gato-gatão-tigrão-gato gordo-garfield de verdadeUm dia, cerca de 8 meses depois, ele estava no muro. E uma mulher começou a gritar na minha porta, dizendo que aquele gato era dela, e que ele tinha fugido de casa, na minha rua!!! E eu questionei: “mas isso tem meses, né? Porque há quase um ano que ele está vindo pra cá!” Disseram que ela era viciada, e visivelmente era um tipo bem estranho. Bem, mas mesmo doendo no meu coração, eu a deixei entrar para pegar o “seu” gato no meu muro. Afinal, ele realmente não era meu… ele tinha aparecido. Não tinha como discutir, se ela estava dizendo que era a dona. Para minha surpresa, ele a agrediu, rosnando como um cão. E ela o agarrou pelas patas, com muita força, chegando a machucar e torcer o bichano como se ele fosse um pano! Tentei conversar e dizer que ele já tinha se acostumado ali, mas ela só repetia que o gato era dela!  Tirou a camisa e ficou só de sutiã, para enrolar ele. Conseguiu segurá-lo com muita agressão, mas foi levando ele com as mãos sangrando, de tantos arranhões e mordidas. E eu só conseguia chorar… 🙁

Nesse dia eu fiquei muito triste, não apenas por perder o “meu gato”. Mas por saber que sua dona era uma pessoa ruim, que com certeza o maltrataria. Não conseguia parar de pensar nele, e de chorar, pensando em como ele estaria. Foi quando disseram da índole dessa tal vizinha que eu nem conhecia. E Klaus, vendo meu estado, foi até a casa dela, e ofereceu dinheiro pelo gato. Ela aceitou na hora, e trouxe ele acorrentado, se mijando, com os olhos e o focinho machucados. E muito, muito, muito assustado! 🙁 Assim que ela soltou as correntes, ele correu para debaixo de um carro. E nada o tirou de lá! Levei comida, pastinha, brinquedinho, e nada… ele ficou lá encolhidinho. Achei melhor dar o tempo dele. Fiquei até de madrugada tentando tirá-lo de lá, pois não queria perdê-lo mais uma vez. Mas não teve jeito.

Para minha surpresa, de manhã cedo, lá estava ele na minha varanda. Correu para os meus braços (modo de dizer, porque ele caminhou rebolativamente como todo gato!!! rs). E eu cuidei do meu Garfield com todo carinho, que além de já ter nome, tinha atá apelido: Pará! Chorei de alegria em tê-lo de novo comigo. E cada vez mais, percebo o quanto eles demonstram carinho. Diferente de um cachorro? MUITO! Mas tem seu jeitinho próprio de dar e pedir, de agradecer e fazer drama… Eu tenho que me controlar muito, porque confesso que sou muito “Felícia”: gosto de agarrar, de apertar, e bichanos não são muito adeptos de carinho assim mais bruto! rsrsrsrs  Cada vez que eu saio, ele me acompanha até o portão. Diz a vizinha que ele fica miando até eu voltar.  Ohwn… morrendo de saudade! Assim que eu volto, mesmo quando eu vou só na padaria, eu entro e ele sobe a escada todo saltitante atrás de mim. Lógico que ganha um agarrão e vários beijos, porque eu sou mega grudenta de verdade! Aí ele logo se irrita, dá uma mordidinha gostosa de leve e sai de perto! kkkkk Nós nos equilibramos, pois ele é um “gatorro”, e eu tento ser mais “mimosa” com ele! E assim seguimos felizes!

Quem diria… Que a menina que não gostava de gatos, iria um dia se apaixonar por um bichano!?

meu garfield, meu gatão, gato, garfield de verdade-gato gordo-tigrão meu garfield, meu gatão, gato, garfield de verdade-gato gordo-tigrão

Apenas alguém feliz! 🙂

E que acredita que #juntassomosmelhores ♥

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7 Comments

  • Reply Viviane Quinti 03/02/2018 at 17:08

    Nossa, que história linda Simone.
    Me encantei. Mudei completamente meu pensamento sobre os gatos.

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    Simone Aline Reply:

    Ah Vivi… eu sempre gostei de cachorro, e continuo gostando. Mas aprendi com meu Paraíba a gostar do jeitinho “estranho” dos bichanos. Dizem que não, mas eles também se apegam a nós. Até na hora de entrar a noite, ele já sabe… hora de dormir, e vai pro meu travesseiro, pra dormir na minha cabeça! ♥ Um amor só!

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  • Reply Adriana C. Sousa 04/02/2018 at 17:42

    Que linda a sua história!! Eu sou suspeita pra falar, sou gateira assumida, super apaixonada mesmo… tenho 3 amores e não consigo me imaginar sem eles! Eu acredito muito que os gatos conseguem cativar as pessoas, conheço várias pessoas que diziam que não gostavam de gatos e a convivência fez com que elas se rendessem.
    Desejo muitas alegrias pra vc e seu gatão!

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    Simone Aline Reply:

    Ohwn Adriana, é verdade! A gente vê e ouve tanta besteira por aí… Eles são dóceis e adoráveis sim. ALém de muito carinhosos! ♥ Obrigada pelo recadinho e um super beijo pra vc e seus bichanos também!

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  • Reply Lili Paim 09/02/2018 at 16:45

    Siomene só hoje consegui comentar e ler tudo! Sem lente e óculos filha, não consegui ler e nem enxergar nadaaaaa! rsrsr
    Mulher que aventura desse gatoooO emocionante, viu! Realmente ele te escolheu….
    Eu sou igual a vc, ou pior, eu odiava gato e hoje tenho dois. Não posso ver nenhum filhote que quero! rs
    Mas é assim mesmo eles nos escolhem! Ameiiiii o post e o garfield!!!!

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  • Reply Priscilla 21/02/2018 at 01:44

    Si eu amo gatos, me emocionei com a sua história.

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    Simone Aline Reply:

    Acredita que eu ainda me emociono se ler de novo? ha ha ha Esse meu loiro realmente mexeu muito comigo! ha ha ha Meu amor bichano ♥

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