JOKER (CORINGA): O OUTRO LADO DA MOEDA SEMPRE EXISTE!

Dia desses assisti Coringa, e como já era de se esperar, eu gostei! Já falei aqui o quanto gosto desses filmes que colocam o vilão quase que como uma vítima, contando o início de suas histórias, suas causas, suas origens... Porque eu até acredito que existam pessoas ruins, que já nascem com um caráter questionável. Mas NUNCA 100%! A família e a vida transformam as pessoas, de acordo com seu caráter, para o bem ou para o mal. E esses dois lados, infelizmente, todos nós temos! Uns com um lado mais aflorado que outro, é verdade!

Traumas e exclusões sociais são sempre prejudiciais para um ser humano. Precisamos do próximo, sempre! Empatia tem que ser mútua. E é engraçado como o ser humano reclama da falta dela, mas está sempre apontando o indicador, e nunca o polegar!!! Admitir que muitas vezes, e por muitos motivos diferentes, nós mesmos agimos de forma não muito amigável com alguém, é sempre mais difícil. E não sabemos se esse alguém é psicologicamente já abalado, se seu caráter já é duvidoso, que tipo de problemas ele enfrenta... enfim, não sabemos nada do outro! E ainda assim, não nos importamos.

Pra quem gosta de ação, o filme é um pouco devagar. São poucas cenas mais exaltadas. O personagem é bem perturbado, e conheço pessoas que se impressionaram com isso. Eu, particularmente, não vi nada demais na "loucura" dele. Conheço pessoas assim na vida real, e são bem próximas. Doenças mentais são bem complicadas de serem tratadas e controladas. Qualquer coisa pode ser um gatilho, de uma hora para outra, mesmo em tratamento. Por isso são tão partidária da reforma psiquiátrica com a desativação gradual dos manicômios. Sabe o ditado que diz que "o buraco é mais embaixo"? Pois é... muito mais nesse caso!!! Mas o foco do post é o filme.

E falando do Coringa, fiquei com pena dele. A gente consegue entender o porquê tanta raiva do Batman, e como Thomas Wayne (o pai de ambos) foi tão cruel com a empregada. E a gente questiona quantas vezes isso aconteceu (ou ainda acontece) na vida real. Pais que rejeitam seus filhos e aniquilam - das piores formas - seus "casos extraconjugais". 

Claro que nada justifica sair por aí matando, e só mesmo algo conflitando na própria mente, faz um ser humano tomar algumas atitudes. Mas é o que eu digo: não tem como prever o quê ou quando algo pode se tornar um gatilho. Mesmo com o paciente em tratamento controlado. 

Em vários momentos do filme, o personagem aparece preso no manicômio, batendo a cabeça (e dando a impressão do passado). E se houver realmente a parte 2 do filme, como dizem por aí, acredito que coloquem toda a história como uma grande alucinação, comum em pacientes como Arthur.

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